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Abidel, O Domador de Pássaros

Pai adotivo de Hargot, Abidel é um feiticeiro caçador que mora na Floresta das Grandes Árvores, em Haldom, onde se considera um "ivirez alto", embora todos saibam que se trata de um humano. Também é conhecido como Adraner. Sua casa fica em um descampado, no meio da floresta, e é guardada por falcões e harpias que impedem a entrada de curiosos.

Falcão cinzento ao lado de folhas laranjas de bordo.
Falcão, símbolo de Abidel. Via Pixabay.

Nasceu em Grovágila, a Terra da Neblina, e por isso tornou-se um dos mais poderosos bruxos. Ali, foi escolhido por Obarath como um dos Mestre da Magia, recebendo a dádiva da imortalidade.

Mas, mesmo sendo um dos Mestres, foi frequentemente ignorado pelos outros por sua origem bruxa e decisões arriscadas. Ele não foi chamado para o Embate Mágico em Seniron em 348 da Era dos Reinos, evento que decidiu o futuro das orbes e contribuiu para as revoltas populares de Alvatheon. Nirener, o principal apoiador do Embate, demonstrou pesar sobre a ausência de Abidel oferecendo-lhe uma orbe vermelha Sprekyon, que Abidel ainda usa para se comunicar com os pássaros. Mesmo assim, Abidel não se sentiu compensado e afastou-se de todos os Mestres, escolhendo viver e atuar sozinho em busca da Paz.

É ele quem tem as melhores informações sobre a ondori. A pedido de Seanuli, a Jardineira dos Montes, Abidel penetrou a Floresta Escura, em 359 E. R., à procura de informações mais detalhadas sobre a joia e o Gigante de Fogo que aterrorizava as aldeias alvânicas sulistas. Seanuli jamais confiou inteiramente nele, por isso ordenou que a coruja Oros o vigiasse para sempre. Segundo o próprio Abidel, ele é incapaz de entender e se comunicar com Oros, e não entende o porquê. Na Floresta Escura, encontrou-se com Gorean, o Guardião-Mor da Prisão das Torturas, e descobriu tudo (ou quase tudo) sobre a joia, o monstro, Balor e Sireyg.

Por um longo tempo (600 anos), Abidel não foi mais visto nem tomou parte no destino dos Povos. Supõe-se que estivera viajando pelo mundo procurando mais informações sobre a ondori. Apenas a coruja Oros pode saber o que houve nesse entretempo por segui-lo de perto.

Abidel só reaparece em 957 E. R. Pressupõe-se que o Mestre estava nas montanhas à procura dos videntes Edeni e Veria, mas não os encontrou. Edeni já havia sido morto pelos uriarques e Veria, escolhido o Sono Eterno. Em compensação, encontrou Sarmok, pai de Hargot e Airond, que pediu para que o Mestre levasse os filhos de volta à Floresta Talpek. Abidel obedeceu, em parte, pois levou Hargot consigo como filho adotivo, entregando apenas Airond aos cuidados de Cirbo, amigo de Sarmok. Desde então, Abidel assumiu a personalidade de Adraner.

"Sua roupa vermelha de bordas douradas brilhava com a luz do sol. Atrás da roupa, uma capa rubra com capuz balançava ao toque da brisa matutina, prendida na frente do pescoço por um broche circular de ouro. As botas marrons e sujas de terra eram grossas e compridas, sumindo em suas vestes. Como um caçador Abidel trazia um arco vermelho na mão e uma aljava negra nas costas. Além dessa arma, tinha prendida ao cinto encrustado de pedras parecidas com rubis, uma espada longa e afiada. A barba com pinceladas grisalhas era curta e bem cortada, e os cabelos velhos e longos formavam duas mechas na frente do rosto, que desciam ao peito qual tranças. Seus olhos fundos mas alegres davam-lhe um caráter rígido, e suas olheiras revelavam as várias noites que passara sem dormir. Não havia nada de ivirez nele. Parecia um guerreiro bravo e sábio, cuja experiência de vida havia lhe dado profundos conhecimentos e lhe tornado merecedor de enorme respeito. Aquele não era Abidel, era Adraner, O Rubro, o terceiro Mestre da Magia, um dos Sábios. Se Glaudir o acompanhasse em sua viagem, a sorte o acompanharia. Carregava a sabedoria de um Rei-Alvane, a bravura de um homem de guerra e a coragem de um huart aventureiro."

(Descrição de Abidel em O Sangue da Deusa) 

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