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Balor, O Gigante de Fogo

Balor é um monstro que atormentava os povos alvânicos da Floresta Escura, incendiando árvores e perseguindo caçadores, até se deparar com a perspicácia de Gorean, um líder de aldeia.

Quando Gorean presenciou sua vila em chamas, perseguiu Balor e prestou atenção nos gritos de fúria do gigante. Só diziam uma palavra: Sireyg. Era um nome que todos os alvanes conheciam, o nome do primeiro e último rei da Floresta Escura. Embora o povo comum acreditasse que houvesse sido morto, Gorean sabia onde Sireyg estava, já que tomara parte na conspiração que destronara o rei.

Assim, Gorean dirigiu-se ao precipício onde ficava pendurada a Prisão das Torturas. Ali encontrou Sireyg acorrentado e sem língua. Gorean lhe deu um pincel, e o antigo rei, fraco como estava, não hesitou em escrever a origem do gigante de fogo.

Com essas informações, Gorean preparou uma armadilha para Balor. Sabia que não podia matá-lo, mas talvez conseguisse prendê-lo. Convocou todos os homens sobreviventes de sua vila e uma mulher: Mirian, a curandeira, a quem implorou para ir junto.

Quando encontraram Balor, trouxeram-no para perto do rio, onde Mirian começou a cantar com a sua voz de espírito. Balor descansou ao ouvir a melodia e suas chamas diminuíram. Os homens aproveitaram o momento para desviar o rio, e Balor viu-se no meio de um círculo de água. Não foi capaz de avançar, pois os espíritos das águas, ao ouvirem a voz de Mirian, reproduziram sua canção e permaneceram cantando até mesmo depois que ela parou. Assim, embriagado pelo sono, Balor foi aprisionado.

Depois das comemorações da aldeia, Gorean dirigiu-se novamente à Prisão das Torturas para agradecer a Sireyg. Para seu espanto, o antigo rei estava morto, o corpo completamente carbonizado.

Balor, segundo Abidel

Balor era um alvane da Floresta Escura, conselheiro real e amigo de Sireyg, que lhe ajudou a alcançar a Terra Sagrada e criar a ondori. Mais tarde, Sireyg o traiu, colocando uma maldição na joia para que quem a usasse se transformasse em chamas. Dessa forma, quando Balor reutilizou a ondori, transformou-se em um monstro de fogo. Desde então, os dois se odeiam mortalmente.

"Prefiro dizer que roubou o conhecimento dos Senhores Celestes, mas não sem ajuda. Balor, o monstro de fogo, havia lhe ajudado nessa empreitada. Não é à toa que a primeira frase do pergaminho é, se me lembro bem: ‘Não a conseguiria sem meu companheiro Balor, eu não seria nada sem ele.’ Porém, ao ler essa frase, uma pergunta me ocorreu: se Balor era um companheiro, talvez amigo de Sireyg, então por que o monstro queria vingança? A resposta era: Sireyg o transformou em um gigante de fogo.

(...)

Quando Balor, curioso por ver mais uma vez a joia criada, voltou os olhos para ela, o feitiço atacou, transformando-o em sombra e fogo por toda a sua vida imortal. Sireyg pediu suas sinceras desculpas ao amigo na carta, do jeito dele é claro: ‘Perdoe-me, meu companheiro, por tê-lo queimado e condenado a não tocar nem se aproximar de quem ama. Mas eu a queria para mim, só para mim e para mais ninguém.’"

(Abidel, O Sangue da Deusa)

Mais tarde, Abidel declara que essa maldição era feita para Balor, e que condenava-o durante toda a sua vida eterna de alvane.

— Você disse que a ondori guarda uma maldição — começou Glaudir.

— Sim. Ela transformou Balor em chamas, condenando-o na sua vida imortal.

— Eu estive pensando, será que ela pode fazer isso comigo? — ele temia a resposta, mas precisava saber.

— Acredito que não. O feitiço foi preparado para Balor e já deve ter acabado com o tempo.

(Abidel, O Sangue da Deusa)


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