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Yeranrog, O Pai dos Nidrogs

Sombra em uma caverna escura e enevoada. A sombra tem cifres e corpo de serpente abaixo do tronco.

Os nidrogs são criaturas de olhos amarelos, escamas e presas venenosas que foram bastante usados nas Guerras Antigas. Foram uma das criações de Yeranvath, O Pai dos Monstros, para compor seu exército de aberrações.

Cinco generais os lideraram na guerra, supostamente os únicos seres capazes de controlar a natureza ofídica dos nidrogs. Os generais foram mortos logo antes da derrota de Yeranvath e da Queda do Império dos Dragões.

Com a Caça aos Monstros que se sucedeu à derrota, os nidrogs foram os mais massacrados por terem perdido a capacidade racional, antes mantida pelos generais. Assim, aqueles que escaparam até hoje se escondem em baixo da terra, onde aguardam alguma vítima para se alimentar e de onde raramente saem para reprodução.

No entanto, por algum motivo obscuro, um dos generais foi mantido vivo e, dizem, habita uma floresta que ninguém deve entrar, nem mesmo os animais. A esse suposto general, deram o nome de Yeranrog, O Rei dos Rogs (nidrogs).

Você só entraria nessa floresta se realmente não tivesse nenhuma outra opção, pois sem animais para se alimentar, Yeranrog acabou perdendo a consciência e enlouquecendo. E se ele for mesmo um dos generais...

A palavra nidrog vem de nidhogg, a serpente/dragão que fica roendo as raízes de Yggdrasil, a árvore que segura os mundos, na mitologia nórdica. Eu pensei em aportuguesar a palavra ainda mais para nidirrogue (como fiz com uriarque e bilvoques), mas achei a palavra bem grande. Então, preservei nidrog, que eu nem pronuncio mais nidirrogue, e sim nidrog, tipo drogas mesmo.

Yeranrog em O Sangue da Deusa

No período do livro, Yeranrog habita a Mata Negra, aprisionado por Sil Barok. Os bawians são responsáveis por mantê-lo lá dentro já que não podem ser envenenados, enquanto Cristal e Daro impedem que viajantes entrem na floresta. O monstro dorme durante o dia e caça durante a noite. Ele é tão poderoso que chega a alterar a natureza a seu redor nesses momentos e é temido até mesmo pelos uriarques.

Segundo Daro:

"— Sil Barok lutou contra ele há muito, muito tempo. Não foi capaz de matá-lo, mas conseguiu mantê-lo preso nesta floresta. A única meta dos nidrogs é sobreviver e se alimentar, assim, não podem formar um exército, sempre são inimigos uns dos outros. No entanto, Sil Barok acredita que este daqui pode reuni-los. Ele é muito forte, apenas armas sagradas ou alvânicas conseguem realmente feri-lo. Os alvanes o conhecem, mas como lenda. Ele já foi um grande general e seu inimigo mortal foi e ainda é o Sil Barok.

— Então, por que Sil continua morando aqui?

— Para mantê-lo nesta floresta e impedir que desavisados como vocês entrem nela. A Mata Negra não permite a entrada de nenhum nidrog e nenhum espectro. Mas seres normais e benignos podem penetrá-la."

(Outono em Primavera, O Sangue da Deusa)

É descrito como uma enorme serpente negra com dois braços humanos e cinco cifres na cabeça. Seu odor é nauseante, e os olhos amarelos e hipnotizantes, capazes de brilhar no escuro.

"Glaudir arrastou-se pelo chão. A cabeça humana de Yeranrog sorria, cinco pontas como estacas a rodeavam. Seus braços fediam, sujos, e vinham sufocá-lo em um abraço.

Glaudir puxou Verneti e apontou. O ivirez tremia de medo, mesmo assim, Yeranrog desviou diante da emanação da espada, enrolou a cauda e escondeu-se nas árvores. Glaudir levantou-se e pôs-se a correr. O sibilo da serpente confundia-se com o vento enquanto ela rastejava, afastando as folhas caídas no chão. Dentro do túnel, Glaudir lutava contra o cansaço. Não ousava olhar para trás.

Yeranrog saltou e derrubou o ivirez com o seu peso. Deitou-se sobre ele, tentando cobri-lo com a cauda. Havia fome nos olhos amarelos. O monstro abriu a boca para a mordida mortal, suas presas eram imensas, compridas, mas afiadas como uma agulha. Glaudir não resistiria a uma mordida.

O ivirez espetou Verneti nas costas escamosas da serpente. Yeranrog gritou, suas três línguas assobiaram em uníssono."

(O Despertar da Serpente, O Sangue da Deusa)


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